Fred Loureiro/Secom-ES/Divulgação
Fred Loureiro/Secom-ES/Divulgação

Secretário chama de 'teatrinho' e 'cena ridícula' ato de mulheres em batalhões

André Garcia prometeu punir policiais responsáveis por paralisação no Espírito Santo e classificou movimento como 'chantagem'

Marcio Dolzan, Enviado especial de O Estado de S. Paulo

07 Fevereiro 2017 | 13h44
Atualizado 07 Fevereiro 2017 | 13h56

VITÓRIA - O secretário de Segurança Pública do Espírito Santo, André Garcia, classificou como "chantagem" o movimento que tirou policiais militares das ruas do Estado. Ele prometeu que haverá punição aos responsáveis e disse que a presença de mulheres de PMs em frente aos batalhões "não passa de teatrinho".

Nesta terça-feira, 7, apenas 500 policiais militares foram às ruas em todo o Estado. Em circunstâncias normais, o efetivo seria pelo menos quatro vezes maior apenas na Grande Vitória.

O secretário afirmou que os piquetes montados por familiares de policiais em frente aos batalhões - que estariam impedindo a saída dos servidores - é mero teatro.

"A cena é inusitada, muitas vezes ridícula, com dois ou três gatos pingados", comentou Garcia. "Estamos diante de um movimento que está manchando a imagem de quase 200 anos da Polícia Militar no Espírito Santo."

Segundo ele, o movimento está perdendo força. André Garcia disse que "a situação está se normalizando" e deve voltar ao normal nesta quarta-feira, 8, quando todo o efetivo previsto de homens das Forças Armadas (1.000) e da Força Nacional de Segurança  (200) deverão estar atuando na Grande Vitória.

Até o início da tarde desta terça-feira, eram apenas 250 do Exército e 80 da Força Nacional.

Garcia também declarou que é "mentirosa" a versão de que o governo não estaria negociando com os líderes do movimento. "Conversei com pelo menos quatro grupos desde sexta-feira (3). Essa versão que estão difundindo é mentirosa."

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