Secretário confirma interdição da Mineradora Rio Pomba

O secretário de Estado de Meio Ambiente de Minas Gerais, José Carlos Carvalho, confirmou nesta sexta-feira, 12, a interdição da Mineração Rio Pomba, e afirmou categórico: "Para nós não resta nenhuma dúvida de que a responsabilidade objetiva de tudo que aconteceu é da empresa e por isso decidimos interditar permanentemente as atividades da mineradora naquele local". Ele também declarou que a Mineradora Rio Pomba Cataguases Ltda também poderá ser responsabilizada cível e criminalmente pelos prejuízos causados no rompimento da sua barragem de rejeitos de bauxita na última quarta-feira.De acordo com ele, os procuradores de Justiça do Ministério Público Estadual estão nesta sexta em Miraí, na zona da Mata mineira. "Estamos trabalhando em estreita cooperação com as autoridades do Ministério Público Estadual, para que além de todas as ações já tomadas, também sejam adotadas medidas cabíveis nas esferas cível e criminal", afirmou. A mineradora também terá que se responsabilizar pelo ressarcimento dos prejuízos ambientais, materiais e indenização da população atingida.O governo mineiro determinou na quinta-feira a aplicação de uma multa de R$ 75 milhões à Rio Pomba, além da interdição definitiva das atividades da mineradora. Na prática, a empresa está impedida de funcionar no local, ainda que detenha os direitos minerários de exploração de bauxita. "Não vamos admitir que a barragem seja refeita", declarou.Equipes de diversos órgãos do governo do Estado permanecem no local para avaliar a extensão e intensidade da lama despejada no Rio Muriaé. "Esperamos definir as medidas, custos e prazos para iniciar a reparação dos danos tanto nos municípios mineiros quanto do Rio de Janeiro", afirmou.Carvalho confirmou que o último laudo técnico da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) apontou que a barragem de rejeitos da mineradora tinha segurança necessária para continuar operando. "As prioridades revelaram-se insatisfatórias ou insuficientes, por isso vamos pedir uma avaliação independente do Ministério Público Estadual para verificar causas e determinar responsabilidades colaterais que possam ter existido", disse.José Carlos Carvalho informou ainda que os técnicos dos órgãos ambientais do Estado continuam monitorando permanentemente a qualidade da água. Ele reiterou que não existe material tóxico na lama e o nível de turbidez começou a se reduzir.

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