Secretário de Alagoas apura hipóteses para seqüestro de juiz

O secretário estadual de Defesa Social de Alagoas, general da reserva Edson Sá Rocha, disse nesta terça-feira, 13, que o serviço de inteligência da polícia está trabalhando com todas as hipóteses sobre o caso do seqüestro, no domingo, 11, do juiz Paulo Zacarias em Maceió.Questionado sobre a possibilidade de o crime ter conotação política ou ter sido realizado para desestabilizar sua secretaria, Sá Rocha disse: "São linhas de investigação que a polícia está analisando. Pode ser um movimento para desestabilizar o diretor-geral da Polícia Civil e até o governador do Estado."Segundo Sá Rocha, a hipótese de crime político é apenas uma das várias investigadas. "Pode haver uma relação entre o seqüestro e as ameaças a magistrados. No entanto, é preciso cautela, pois há várias linhas e não podemos assumir nem descartar agora nenhuma delas."O juiz Paulo Zacarias, presidente da Associação de Magistrados de Alagoas (Almagis), segue desaparecido. Ele foi seqüestrado na noite de domingo quando saía de uma igreja batista em Maceió. Seu carro, um Corolla, levado com ele pelos seqüestradores, foi encontrado carbonizado na segunda-feira, 12.O genro do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Fernandes de Hollanda Ferreira, sofreu um "seqüestro relâmpago", mas foi resgatado pela Polícia Civil. Luciano Paulo Leite havia sido seqüestrado na segunda-feira perto de uma agência do Unibanco no Centro de Maceió. O carro da vítima também foi encontrado.O diretor-geral da Polícia Civil, delegado Carlos Alberto Reis, não deu detalhes do resgate. Apenas informou que Luciano Paulo Leite estava bem e já tinha sido conduzido à casa dos familiares. "A família ainda está traumatizada e prefere não comentar sobre o episódio. Todos ainda estão muito aflitos", afirmou o jornalista Wladimir Calheiros, assessor de imprensa do Tribunal de Justiça.

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