Secretário de BH sofre seqüestro relâmpago

O secretário de Coordenação de Políticas Sociais de Belo Horizonte, o economista Maurício Borges, de 50 anos, sua mulher, o filho de 11 anos e um amigo da criança ficaram por cerca de duas e meia em poder de assaltantes, na madrugada desta segunda-feira, na capital mineira. Borges, a família e o amigo do filho saíam do desfile de escolas de samba, na região central da cidade. Ao chegarem ao veículo Gol do secretário, estacionado nas imediações, foram abordados por três homens e uma mulher. "Eles nos obrigaram a entrar no carro e seguir com eles para uma agência bancária 24 horas, onde sacaram o limite de R$ 100,00", disse. A esposa de Borges chegou a levar coronhadas de revólver na cabeça e em outras partes do corpo, mas teve ferimentos superficiais. "Eles estavam drogados e tive de manter um equilíbrio muito grande para evitar que nos matassem", contou Borges. Os bandidos deixaram os quatro sequestrados em uma favela, na periferia de Belo Horizonte.O carro foi encontrado pela Polícia Militar no início da manhã, abandonado em uma rua do bairro Pompéia, também na periferia. Borges, filiado ao Partido dos Trabalhadores, é um dos cinco secretários do prefeito Célio de Castro (sem partido), que ao ser reeleito implantou uma ampla reforma administrativa em Belo Horizonte. A pasta cuida justamente do desenvolvimento de políticas sociais para melhorar a qualidade de vida da população carente e, conseqüentemente, reduzir os índices de violência na capital. "Esses jovens que nos atacaram são drogados, pessoas sem perspectivas em razão do desemprego e de outros problemas brasileiros", disse. "O que aconteceu me deixa ainda mais convicto de que precisamos urgentemente de políticas sociais integradas, profundas, de inclusão, de emprego, para combater e minimizar essa situação", acrescentou.

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