REUTERS/Joka Madruga
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Secretário de Richa culpa PM por ação que feriu docentes

Manifestação contra votação de projeto do governo terminou com 213 docentes e 21 policiais feridos

Julio Cesar Lima, Especial para o Estado

04 Maio 2015 | 17h37

Atualizada às 21h19

CURITIBA - Cinco dias após a ação da Polícia Militar que deixou 213 professores e 21 policiais feridos, o secretário de Segurança do Paraná, Fernando Francischini, rompeu nesta segunda-feira, 4, o silêncio e se posicionou pela primeira vez. “Não tem justificativa para o que aconteceu. As imagens são terríveis e nada justifica”, disse.

Em entrevista coletiva, Francischini afirmou que a PM é responsável pela ação, que foi criticada por entidades ligadas aos direitos humanos, pela Presidência da República e até por aliados do governador Beto Richa (PSDB). 

“O controle de uma operação de campo é da polícia. A secretaria é responsável por fazer a gestão da pasta. Isso é tentar politizar a questão”, afirmou.

Francischini disse que há vídeos que mostram que havia grupos radicais na manifestação de quarta-feira passada, quando a polícia prendeu 14 pessoas. A Associação dos Defensores Públicos do Paraná e a Ordem dos Advogados do Brasil do Paraná (OAB-PR), que acompanharam as detenções, informaram que nenhum dos detidos foi identificado como black bloc.

“Temos duas obrigações. A primeira é instaurar um inquérito com todo o rigor necessário. A segunda é que temos de avaliar a atuação dos grupos radicais, que foram o grande estopim do movimento policial.”

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