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Tiago Queiroz / Estadão
Tiago Queiroz / Estadão

Secretário de Segurança da Bahia defende comércio de maconha no país e cita exemplo do Uruguai

Ricardo Mandarino diz que o tráfico cresceu nos últimos 30 anos, apesar das políticas de repressão

Tailane Muniz, especial para o Estadão

20 de fevereiro de 2021 | 15h00

SALVADOR - Ricardo Mandarino, secretário de Segurança Pública da Bahia, defendeu a comercialização de drogas como a maconha em recente entrevista dada para a TV Bahia. Empossado há dois meses pelo governador Rui Costa (PT), ele argumenta que, em 30 anos da política de repressão ao tráfico, o Brasil não conseguiu fazer com que as organizações criminosas diminuíssem. Pelo contrário, reforçou em entrevista para o Estadão nesta sexta, 19.

“Organizações criminosas que comercializam entorpecentes continuaram crescendo e, algumas expandiram suas ações para países vizinhos. Na Bahia, em 2020, as polícias aumentaram em 1.000% as apreensões de cocaína e em 66% as de maconha. Defendo que as ações de inteligência e de repressão permaneçam, mas que o Brasil analise os exemplos bem sucedidos”, completa, ao citar como referência Uruguai, Canadá e Portugal, que regulamentaram a venda de drogas consideradas leves.

Mandarino diz que em países que liberaram entorpecentes, os valores arrecadados com a tributação do comércio legal são revertidos para a área de saúde. “Nessas nações, não houve aumento do consumo e nem da violência. Fazem campanhas desestimulando o uso de drogas", afirma. 

Questionado sobre os dados da Rede de Observatórios da Segurança do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, que colocam a Bahia como segundo Estado brasileiro onde a polícia mais mata, o gestor afirmou que os policiais que cometem crimes são responsabilizados. “As polícias são treinadas para responder, de forma proporcional e dentro da lei, aos ataques de criminosos. Todos os casos são investigados com muito rigor pelas Corregedorias. Existindo excesso, o servidor é responsabilizado."

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