Secretário de Segurança diz que RS está em guerra civil

O secretário de Segurança do Rio Grande do Sul, Ênio Bacci, disse nesta quarta-feira que o Estado está "praticamente numa guerra civil" e conclamou a população a colaborar com a polícia dando informações, denunciando crimes e servindo de testemunha. O apelo foi feito durante uma entrevista ao programa Jornal do Almoço, da RBS TV, em meio à análise das dificuldades financeiras enfrentadas pelo novo governo e a necessidade de combater a violência crescente.Embora não tenha passado por problemas semelhantes aos de São Paulo e Rio de Janeiro, que enfrentaram motins de presos e demonstrações de força do crime organizado nos últimos meses, o Rio Grande do Sul também tem motivos para se preocupar. Alarmada pelo elevado número de ocorrências, a população se sente vulnerável diante das constantes notícias de roubos, assaltos e homicídios.Dois crimes cometidos na terça-feira deixaram os gaúchos ainda mais chocados. O mecânico Anísio Nunes de Castilhos, de 45 anos, foi assassinado durante um assalto, em Porto Alegre, menos de uma hora depois de chegar dos Estados Unidos, onde havia trabalhado por quatro anos para juntar dinheiro para abrir seu próprio negócio. Na mesma madrugada, em Canela, uma quadrilha usou um caminhão-guincho para arrombar o cofre de uma agência bancária e trocou tiros com policiais militares, ferindo o soldado Arisoli Lopes, de 45 anos.Apesar de saber que contará com pouco dinheiro para reforçar e equipar a polícia, Bacci anunciou que vai usar o sistema de informações das forças de segurança para aumentar as patrulhas nas áreas de maior incidência de crimes, em busca de resultados rápidos. "Eu digo que 2007 será um ano muito ruim para a bandidagem", prometeu.Ao mesmo tempo, em outra frente, a Secretaria da Segurança vai participar de programas de geração de emprego e orientar a população a se prevenir contra a violência e a colaborar com a polícia.

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