Ricardo Araujo
Ricardo Araujo

Número de vítimas de rebelião depende do trabalho da perícia, diz secretário de segurança de RN

O governo anunciou que ao menos 10 detentos foram mortos; presos também destruíram pavilhões

Thaís Barcellos, O Estado de S. Paulo

15 Janeiro 2017 | 11h16

O secretário de segurança do Rio Grande do Norte, Wallber Virgolino, disse, em entrevista na manhã deste domingo (15) à Globonews, que ainda não é possível precisar o número de vítimas da rebelião Penitenciária Estadual de Alcaçuz e no Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, mas que o número de mortos passa de 10.

Segundo ele, a contagem dos corpos depende do trabalho de perícia, que começou na manhã de hoje, após a retomada do controle do local pelos Batalhões especiais da Polícia Militar. As causas da rebelião ainda são desconhecidas e sua precisão depende também do trabalho da perícia, segundo o secretário.

Virgolino também afirmou que dois pavilhões da penitenciária já foram controlados. Ele ainda disse que a penitenciária de Alcaçuz estava superlotada, o que dificultava a fiscalização do presídio.

A rebelião no presídio de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal, terminou na manhã deste domingo após 14 horas. O controle foi retomado após a entrada de homens dos batalhões especiais da Polícia Militar. Não houve reação dos rebelados. Além dos mortos, a Secretaria de Segurança e Defesa Social (Sesed/RN) reconhece que há pavilhões destruídos.

Governo Federal

O presidente Michel Temer usou seu perfil no Twitter para comentar a rebelião. Na manhã deste domingo, Temer afirmou que acompanhava, desde ontem, a situação da rebelião no Rio Grande do Norte.

"Determinei que o Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, prestasse todo o auxílio necessário ao governo do estado", disse.

Até o fim da manhã, a Polícia Militar não havia confirmado o número exato de detentos mortos no presídio.

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