Secretário de Segurança e Serra criticam Força Nacional

O secretário da Segurança Pública, Saulo Abreu, também criticou a tropa oferecida pelo presidente Lula. "Em vez de recursos, o governo federal promete o que não pode entregar: uma força nacional que não existe, imaginária, que não resolve", afirmou. Sem alterar a voz, o secretário continuou a descrever as ações do Ministério da Justiça. "Ele correu para inaugurar um presídio, prometido há quatro anos, e pôs lá um diretor para dar entrevistas, mas não disse nem quantas vagas reservaria a São Paulo." Enquanto Saulo falava, o governador Cláudio Lembo (PFL) mantinha-se em silêncio. Para o secretário, os poucos homens da Força não são suficientes nem para ocupar uma favela como o Morro do Samba, em Diadema, área dominada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Depois de explicar por que a Força Nacional não lhe interessava, o secretário resolveu contar o que espera do governo federal: recursos para os projetos apresentados ao Ministério da Justiça. "Toda ajuda é bem-vinda. Há anos que pedimos recursos e não recebemos nada." Ele cobrou ainda a contratação de mais policiais federais para a superintendência no Estado de São Paulo, além da compra de equipamentos. "Ali falta até papel."O candidato do PSDB ao governo do Estado, José Serra, também criticou nesta quarta-feira, 12, o governo federal por sua atuação na questão da segurança pública. "O governo tem feito demagogia, é só trololó", disse o tucano, em Itapevi (Grande São Paulo), durante discurso realizado em um clube da cidade. Para o candidato tucano, "é preciso ter clareza sobre quem é o inimigo, que é o crime organizado, e não o governo do Estado ou o governo federal ou a polícia ou o Judiciário".Alterado às 23h10 para correção do título

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