Secretário defende Plano Diretor ''''verde''''

Entrevista[br]Manuelito Magalhães: secretário de Planejamento Urbano[br]Ele diz que projeto de revisão permitirá pagamento por áreas estratégicas e incentivo a edificações ecológicas

Entrevista com

Sérgio Duran, O Estadao de S.Paulo

27 de outubro de 2007 | 00h00

Verticalização não é o tema central da revisão do Plano Diretor, na opinião do secretário municipal de Planejamento Urbano, Manuelito Magalhães. A criação de medidas na área ambiental deve preparar a cidade para enfrentar os malefícios do aquecimento global. Segundo ele, o novo projeto prevê o pagamento pela preservação de áreas verdes e incentivos para construções verdes, que adotam recursos como energia solar e reúso de água. Ele rebate os críticas, dizendo que há pessoas que não se interessam, na verdade, pela revisão.O projeto de revisão do Plano Diretor enviado à Câmara foi recebido com críticas por especialistas. Como o senhor vê isso?Acho que tem muita gente criticando porque não quer que tenha revisão nenhuma. E o plano precisa ter revisão, sim. Até porque o Plano Diretor que está aí não dá elementos para enfrentar a nova realidade ambiental que se coloca e é isso o que tentamos agregar.E a revisão, enfrenta isso?O plano atual sequer trata da emissão de gases de efeito estufa pelo Município. O plano não previa parques lineares como área ambiental, de lazer. O plano não avançava com a preservação de área, a recuperação de fundos de vale, de córregos, como estamos fazendo.E a compensação ecológica?Outra questão que não estava prevista e estamos enfrentando é a de você prever compensação monetária para áreas que prestam serviços ambientais, como as de mananciais ou os grandes pulmões verdes da cidade. É preciso ter um mecanismo que permita o reconhecimento por parte do restante da cidade de que aquelas áreas prestam um serviço ambiental e aí tem um avanço importantíssimo no Plano Diretor vigente, que já demarcou áreas, com a possibilidade de transferência de potencial construtivo. Só que isso você faz uma vez só e não tem garantia de que daqui a 50 anos, 100 anos, a área estará preservada. Com o pagamento anual, tem de haver preservação para receber o recurso. Outro avanço é a possibilidade de dar incentivos às construções verdes, que atendam determinados requisitos ambientais. Estamos colocando uma série de novidades, de incentivos, que ajudam no enfrentamento da questão ambiental. Quem é: Manuelito MagalhãesSecretário municipal de Planejamento Urbano de São PauloResponsável pelo projeto do novo Plano Diretor, foi alvo de críticas de urbanistas, que consideram que o governo não discutiu suficientemente a proposta antes de levá-la à Câmara

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