Secretário diz que pode ter sido vítima de represália

O secretário municipal de Saúde, Eduardo Jorge, não descarta a possibilidade de ter sido vítima de uma represália por conta das ações que tem tomado desde que assumiu o cargo, entre elas as determinação de acabar com o Plano de Atendimento à Saúde (PAS). "Eu não posso descartar totalmente isso. Mas a impressão da polícia é a de que são pessoas inexperientes", disse Jorge, ao chegar, por volta das 14 horas, ao Palácio das Indústrias para uma reunião com a prefeita Marta Suplicy (PT).Jorge foi rendido por homens que estavam em três carros, por volta das 6 horas, quando saía de casa, na Vila Mariana, junto com seu motorista. Ele se dirigia ao Aeroporto de Congonhas onde ia embarcar para Brasília para se reunir com o ministro da Saúde, José Serra.O secretário e seu motorista foram abordados quando o carro estava parado em um semáforo na Avenida Sena Madureira. "Colocaram o revólver na cabeça e mandaram a gente para o porta-malas", disse.Jorge contou que os ladrões pegaram seu cartão do Banco do Brasil e exigiram a senha. "Saíram em alta velocidade e, provavelmente, sacaram o dinheiro", disse. Ele afirmou ainda que uma pasta - já recuperada pela polícia e que continha documentos que seriam levados para o ministro e para a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy - foi roubada.Jorge disse ainda que, quando ele e seu motorista perceberam que não havia mais barulho, por volta das 8 horas da manhã, eles começaram a bater no porta-malas, até que uma pessoa que passava por uma rua em São Bernardo do Campo (no ABC paulista) chamou a polícia.O secretário não sabe se irá reforçar sua segurança. "Eu não tenho patrimônio para ser alvo de algo deste tipo. A única coisa que eu tenho é a minha casa", afirmou.Ele disse que não foi agredido e que os homens que o seqüestraram eram jovens, entre 20 e 30 anos, e bem vestidos. "Não aparentavam estar drogados, o estado de nutrição era normal e usavam roupas iguais as nossas", afirmou.

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