Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Secretário do AM contraria ministro e diz que maioria das vítimas era do PCC

Em entrevista ao 'Estado', Sérgio Fontes disse que 'todo mundo', se referindo às vítimas, era 'filiado'

Marco Antônio Carvalho, Enviado especial

04 Janeiro 2017 | 20h21

MANAUS - Após o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, ter minimizado a disputa entre facções como uma das principais causas do massacre em Manaus, o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, o contradisse e reafirmou que a briga entre a Família do Norte (FDN) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) explica o desencadeamento dos assassinatos cometidos. Ao Estado, em entrevista em seu gabinete nesta quarta-feira, 4, Fontes disse que "todo mundo", se referindo às vítimas, era "filiado".

"Não é procedente essa informação (do ministro). Todo mundo tem (ligação), todo mundo ali é filiado. Até porque eles foram direto nas pessoas do PCC. Tenho estupradores e PCC (como vítimas)", disse. Moraes havia dito na terça que, entre os mortos, menos da metade tinha ligação com a facção de origem paulista.

Para Fontes, relativizar o poder dos grupos criminosos acaba por fortalecê-los. "A maior força dessas organizações é você não acreditar nelas. Fingir que não existe não resolve", completou Fontes. O secretário, no entanto, não quantificou quantas das vítimas tinha atuação direta na facção. Até a noite desta quarta, 17 vítimas ainda não haviam sido identificadas, em razão da gravidade dos ferimentos que causaram as mortes. 

Mais conteúdo sobre:
MANAUSAlexandre de Moraes

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.