Rodrigo Carvalho/AFP
Rodrigo Carvalho/AFP

Secretário do CE diz que investigações são 'a maior investida da polícia contra as facções'

André Costa, da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, afirmou que os policiais estão focados em um trabalho ostensivo nas ruas para 'evitar situações semelhantes' à chacina na periferia de Fortaleza

Ludimila Honorato, O Estado de S.Paulo

31 Janeiro 2018 | 03h59

SÃO PAULO - O secretário de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Estado do Ceará, André Costa, avaliou, nesta terça-feira, 30, os trabalhos de investigação da chacina na periferia de Fortaleza e afirmou que trata-se da "maior operação, a maior investida da polícia cearense contra as facções". Segundo ele, além dos seis suspeitos presos, um foi morto em confronto com a polícia e cinco armas foram apreendidas. 

+ 'Vinham prometendo uma chacina desde novembro', diz filho de vítima de Fortaleza

Costa usou as redes sociais para fazer um balanço das atividades policiais desde o último sábado, 27, quando homens fortemente armados invadiram uma festa no bairro Cajazeiras e atiraram contra os participantes, matando 14 e deixando 18 feridos.

+ Familiares de vítimas da chacina em Fortaleza estão 'aterrorizados', diz defensora

"Não tenho dúvida alguma, ao conversar sobre o andamento das investigações com nossos policiais, que essa será a maior operação, a maior investida da polícia cearense contra as facções, pois todo crime deixa evidências que permitirão avançar nas investigações, e pela construção de uma maior integração com o Ministério Público e o Poder Judiciário", escreveu o secretário.

Ainda no sábado, a polícia prendeu uma pessoa suspeita de participar da ação. Com ela, foi apreendido um fuzil. Outros cinco homens foram detidos na segunda-feira, 29, supostamente ligados à chacina. Com eles, foram encontradas munições, três pistolas e um revólver. O secretário disse que entre as armas apreendidas, algumas têm calibres compatíveis com os encontrados no local do crime.

+ GDE é facção criminosa nova, atrai adolescentes e tem 'crueldade como marca', diz sociólogo

Costa afirmou ainda que tem participado e acompanhado pessoalmente, nas ruas da cidade, as investigações, as perícias e o trabalho de policiamento ostensivo. O objetivo deste trabalho, segundo ele, é "manter a ordem nas ruas, evitando situações semelhantes" à chacina. "A intensidade das abordagens já gerou 34 armas apreendidas apenas em Fortaleza e Região Metropolitana de sábado até agora", escreveu.

Confira na íntegra a publicação do secretário André Costa:

 

Mais conteúdo sobre:
Fortaleza [CE] chacina

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.