Secretário executivo da pasta entrega cargo após prisão

O secretário executivo do Ministério do Turismo, Frederico Costa, pediu ontem demissão do segundo cargo da pasta. Costa foi um dos presos durante a Operação Voucher, da Polícia Federal. Ele é suspeito de liberação irregular de verbas públicas para a organização não governamental (ONG) Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi).

, O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2011 | 00h00

Nos dois últimos anos, o instituto recebeu do ministério R$ 12 milhões sem a devida contraprestação de serviços. Costa também responde a processo disciplinar administrativo.

Ontem, o PPS pediu ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que abra uma investigação para apurar se o ministro do Turismo, Pedro Novais, praticou crime de prevaricação. De acordo com o partido, há fortes indícios de que ele tinha conhecimento do esquema de corrupção suspeito de desviar R$ 3 milhões do ministério, por intermédio de um convênio com o Ibrasi.

O PPS argumentou que Novais não tomou providências para impedir o desvio dos recursos. "O ministro, no mínimo, prevaricou. Ao ser informado sobre as irregularidades, sequer pediu a abertura de processo administrativo", afirmou o líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR). "Acho difícil o ministro manter a alegação de que não sabia de nada."

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