Secretário ganhará mais que governador em PE

Os secretários estaduais de Pernambuco terão aumento salarial de 51% a partir deste mês, quando passam a receber vencimentos mensais de R$ 10.570. O salário anterior era de R$ 7 mil e estava congelado havia oito anos - desde janeiro de 2003. Também se beneficiam do aumento 3.054 ocupantes de cargos comissionados e 7.640 servidores em funções gratificadas. O impacto financeiro na folha salarial é de R$ 6,9 milhões mensais.

Angela Lacerda, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2011 | 00h00

Aprovado ontem pela Assembleia Legislativa, o aumento não foi extensivo aos salários do governador reeleito Eduardo Campos (PSB) e de seu vice João Lyra (PDT), que assim passam a ganhar menos que seus auxiliares. O governador preferiu manter sua remuneração em R$ 9,6 mil - também em vigor há oito anos - para evitar ter de se explicar sobre o reajuste salarial concedido. O vice-governador ganha R$ 8,9 mil. Eduardo Campos argumentou que o cargo de governador tem benefícios indiretos, enquanto os secretários não possuem as mesmas vantagens.

Novas pastas. O mesmo projeto do Executivo aprovou a criação de 200 funções gratificadas para servidores de carreira que vão trabalhar nas duas pastas criadas nesta segunda gestão de Campos: a do Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo e a Secretaria Extraordinária da Copa 2014. Com as duas novas pastas, Pernambuco passa a contar com 30 secretarias.

O salário médio dos servidores públicos cresceu 128,69% nos últimos oito anos, de acordo com o governo do Estado. O projeto do Executivo optou, no entanto, por conceder o reajuste de 51% - porcentual de aumento do servidor público na primeira gestão de Campos - de 2007 a 2010.

Hoje o governador pernambucano sanciona a lei do reajuste aprovada pela Assembleia Legislativa.

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