Secretário nega acordo com rebelados

O secretário estadual da Administração Penitenciária, Nagashi Furokawa, negou hoje que tenha feito um pacto com os detentos que se rebelaram em 29 unidades do sistema carcerário do Estado. "Conversei com eles, mas não fiz nenhuma promessa da minha parte, e portanto não houve pacto", ressaltou, durante entrevista coletiva dada no quartel do Comando da Polícia Militar em São Paulo. A grande questão em torno da última rebelião trata de como os detentos conseguiram tantos telefones celulares, instrumento principal na articulação entre as diversas unidades do sistema penitenciário. O secretário disse que os celulares podem entrar nos presídios por intermédio de funcionários corruptos, mas que "não tem bola de cristal" para saber quem são eles, e que a Corregedoria está investigando o assunto. O secretário disse, ainda, que todos os mandantes do crime vão ser identificados e processados por essa rebelião. Os 10 líderes que foram transferidos da Casa de Detenção estão claramente envolvidos e também responderão a inquérito, de acordo com Furokawa. Os 10 líderes foram o motivo da rebelião: os presos condicionaram o fim do movimento ao retorno deles para a capital. Os presos pediram também o fim do Centro de Readaptação Penitenciária (CRP), anexo de segurança máxima da Casa de Custódia de Taubaté. Nenhum dos pedidos foi atendido.

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