Secretário nega que IPTU cause desemprego

O secretário de Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade, Márcio Pochmann, negou, nesta quinta-feira que o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) progressivo que 150 mil empresas deverão pagar a partir de 2002 vá provocar o desemprego de 80 mil trabalhadores, conforme estima a Força Sindical."Esse número é um chute da Força para pressionar a não-aprovação, pela Câmara, do IPTU progressivo. Ao contrário, ele vai possibilitar um aumento de 4.800 pontos de trabalho."A isenção do imposto para 1,2 milhão de contribuintes vai permitir a circulação no mercado de mais R$ 200 milhões, segundo o estudo Tributo e Emprego em São Paulo, realizado pela secretaria."Cada um desses contribuintes ficará com R$ 160,00 a mais por ano no bolso (R$ 13,33 por mês)", disse o economista Amilton Moretto, assessor técnico de Pochmann.O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, classificou "de muito bom", o fato de a Prefeitura ter entrado no debate público a respeito da progressividade do IPTU.Ele não acredita, no entanto, que a isenção vá melhorar as finanças das empresas paulistanas. "Quem garante que esses contribuintes vão consumir produtos produzidos em São Paulo?", indagou."É certo, porém, que a indústria e o comércio serão obrigados a repassar o imposto para seus produtos, aumentando o preço, provocando a redução do consumo, não só aqui como em cidades de outros Estados."

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