Secretário nega que tiros atrapalharam vôos no Rio

Beltrame diz que não entendeu o porquê da Aeronáutica ter fechado aeroporto

Agencia Estado

27 de junho de 2007 | 14h49

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, negou nesta terça-feira que uma operação policial no Morro do Dendê, na Ilha do Governador (zona norte do Rio) tenha ameaçado a segurança da operação do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, que também fica na Ilha. O secretário disse não ter entendido porque a Aeronáutica divulgou uma nota que atribuiu ao tiroteio o fechamento de uma das pistas do aeroporto."Na nossa visão, não houve essa ameaça", disse Beltrame. "Tecnicamente, não tenho conhecimento suficiente para dizer isso, mas a nossa avaliação é de que (a operação) foi muito longe dali e num lugar baixo. No nosso entendimento, não houve motivos para fechar (a pista)".O secretário não quis comentar as versões para o episódio dadas pela Aeronáutica e pela Infraero. "Eles devem ter razões legítimas para terem feito".Tiroteio Policiais militares fizeram uma operação na segunda-feira no Morro do Dendê para prender traficantes. A ação provocou a reação do tráfico local, que atacou a tiros a delegacia e cabines policiais do bairro. A Aeronáutica informara que o tiroteio levou ao fechamento de uma pista do aeroporto. Segundo a Infraero, a pista não foi fechada. Houve apenas um aumento do intervalo entre as decolagens em função da movimentação dos helicópteros da polícia na região. A medida não teria durado mais do que meia hora. Beltrame afirmou que orientou a polícia a manter os helicópteros sobrevoando a área da favela.Para o secretário, a proximidade de uma favela dominada por traficantes do aeroporto não representa perigo para o tráfego aéreo. "Acho que se isso acontecesse, a própria Aeronáutica e a Infraero já teriam providenciado até a retirada da favela daquela área", afirmou. Procurada pelo Estado, a assessoria da Aeronáutica não comentou o assunto.

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