Secretário quer bloquear celulares em Bangu 1 e 3

Para evitar que o traficante Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, preso na terça-feira, e outros continuem controlando o tráfico de drogas de dentro do presídio de segurança máxima Bangu 1, o secretário de Estado de Justiça, Paulo Saboya, vai se encontrar amanhã com o ministro da Justiça, Miguel Reale Jr., em Brasília. Ele pedirá verbas para instalar um mecanismo de bloqueio eletrônico que impeça o uso de celulares em presídios e câmeras de vídeo para monitorar celas e galerias. As prioridades são Bangu 1 e Bangu 3.Em Bangu 1, onde estão Celsinho e outros importantes líderes do tráfico, como Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, a situação é considerada "explosiva" por Saboya, que mesmo assim disse não estar preocupado. "Não tenho receio nenhum. O sistema tem condição de encarcerar qualquer pessoa." Hoje mais um integrante da quadrilha de Uê foi preso. Anderson de Oliveira Santana, o Negão, é acusado de comandar o tráfico nas favelas de Vila Ipiranga e Coronel Leôncio, em Niterói.Saboya acredita que o problema maior esteja em Bangu 3, que abriga exclusivamente presos ligados ao Comando Vermelho (CV). "Houve relaxamento na vigilância e os presos controlam algumas áreas, como a cozinha. Dali partem as ordens", disse Saboya. Para o secretário de Segurança Pública, Roberto Aguiar, a presença de Celsinho em Bangu 1 é mais uma razão para que Beira-Mar deixe o Rio. "Estamos com uma concentração muito grande de crime organizado nesses presídios", afirmou. Ele tratou como "bazófia" a declaração de Celsinho de que mesmo preso se manteria no controle do tráfico e disse que fará "todo o possível" para evitar isso. Aguiar também está hoje em Brasília para apresentar projetos e negociar a liberação de R$ 20 milhões na Secretaria Nacional de Segurança Pública.Hoje Saboya participou de uma reunião em que foram definidas algumas medidas emergenciais para a segurança em hospitais públicos, como reforço no policiamento e uma parceria com a Polícia Civil para permitir que a identificação de pessoas que chegam baleadas aos hospitais seja mais rápida. Dez hospitais públicos concentrarão esse tipo de atendimento, que hoje é aleatório.

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