Secretários de Segurança cobram verbas prometidas por Lula

Os secretários estaduais de Segurança Pública acusaram hoje o governo Luiz Inácio Lula da Silva de reduzir em 10% os recursos para o combate à criminalidade dentro do orçamento da Secretaria Nacional de Segurança, com repasses previstos de R$ 360 milhões aos Estados. Eles também decidiram cobrar os restos a pagar de 2003, quando o governo federal prometeu R$ 400 milhões e só repassou R$ 200 milhões.Os secretários, que participam hoje da 6ª Reunião do Colégio Nacional dos Secretários de Segurança Pública (Consesp), em Natal, se reuniram a portas fechadas com o Secretário Nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa. Ele disse que a prioridade deste ano é permitir o compartilhamento de informações disponíveis nos bancos de dados criminais estaduais. "A Polícia Federal vai oferecer aos estados o sistema AFIS, com tecnologia de identificação digital com uso de celulares, permitindo que um policial em qualquer lugar do Brasil possa examinar a impressão digital de uma pessoa e saber, por exemplo, se ela é procurada em algum Estado", disse.O secretário da Segurança Pública do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, disse que o Ministério da Justiça prometeu R$ 40 milhões e repassou apenas R$ 19 milhões. "Para o sistema carcerário só veio R$ 1 milhão, que não dá para fazer sequer uma delegacia", disse. Garotinho diz não acreditar em discriminação do governo federal e espera pelo menos a construção de um presídio federal no Estado. "Vamos aplicar R$ 285 milhões - em dinheiro estadual - para o setor e saber de quanto será a participação federal", disse.

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