Sede destruída em 64 é refeita por Niemeyer

A construção da nova sede da UNE abrange um projeto imponente, com assinatura de Oscar Niemeyer, e previsão de dois anos de obras, consumindo R$ 44,6 milhões. A pedra fundamental do prédio que será erguido na Praia do Flamengo, na zona sul do Rio, será lançada na segunda-feira (20) pelo presidente Lula. O valor da obra seria ainda maior se Niemeyer não tivesse doado o projeto para a UNE em 2007.

BRUNO BOGHOSSIAN e RAFAEL MORAES, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2010 | 00h00

A construção será composta por um prédio principal de 13 andares, uma praça aberta e um anexo, que deve funcionar como anfiteatro. Além dos departamentos administrativos, a sede abrigará um museu do movimento estudantil e centros culturais.

"Queremos desenvolver um espaço de cultura com feição democrática, de esquerda, semelhante ao Centro Popular de Cultura (CPC, extinto na ditadura)", afirmou o presidente da entidade, Augusto Chagas.

Com o novo espaço, a UNE pretende ampliar sua ouvidoria, para atender e defender estudantes. A previsão é que as obras comecem no primeiro semestre de 2011, após a finalização do projeto executivo feito pelo escritório de Niemeyer. A inauguração seria em 2013.

A sede original da UNE havia sido doada à entidade em 1942 pelo presidente Getúlio Vargas. O espaço concentrou campanhas importantes e atividades do movimento estudantil até 1º de abril de 1964, um dia após o golpe militar, quando o prédio foi destruído por um incêndio. Em junho deste ano, o Congresso e a Presidência reconheceram a responsabilidade do Estado pela destruição do prédio, o que garantiu a indenização

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