James Tavares/Secom
James Tavares/Secom

SC tem onda de ataques; governo culpa facções

No caso mais ousado, a sede administrativa do Estado, em Florianópolis, foi alvo de dez disparos; ação do PCC é investigada

Marcone Tavella, Especial para o Estado

01 de setembro de 2017 | 12h26
Atualizado 01 de setembro de 2017 | 23h21

FLORIANÓPOLIS - SSanta Catarina registrou pelo menos 14 ataques a prédios públicos e unidades de segurança em 11 cidades, entre a tarde de quinta e a madrugada desta sexta, 1º. No caso mais ousado, a sede administrativa do governo de Santa Catarina, em Florianópolis, foi alvo de dez disparos. O Estado liga a série de ataques a facções, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC). 

As forças de segurança estão em alerta desde o início da semana, quando um policial militar foi morto em Joinville. Na quarta-feira, um policial da reserva também foi executado em Camboriú. A tensão aumentou na tarde de quinta, quando um PM foi ameaçado com arma de fogo por dois homens na frente da residência em Joinville, por volta das 18h30. 

Meia hora depois, uma viatura foi incendiada em Criciúma, no sul do Estado. Outros 13 ataques em seis cidades se sucederam até as 4h30 da manhã desta sexta, quando um veículo Nissan Tiida foi incendiado no município de Navegantes, na região do Vale do Itajaí.

No caso mais grave, por volta da meia-noite, dois homens em uma motocicleta atiraram com uma pistola de 9 milímetros contra a guarita da PM que faz a guarda da sede do governo na SC-401. Havia um policial de plantão no momento, que não foi ferido.

Sobre as causas que teriam motivado as ações criminosas, o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, disse tratar-se de um movimento nacional. “É uma situação que desafia o Brasil todo, um movimento nacional do crime organizado. A polícia está trabalhando em duas vertentes, todo o processo de inteligência está ativo 24 horas por dia, conduzindo todas as informações”, afirmou o governador. “Temos uma estratégia de ação bem discutida, e esse trabalho é uma integração total, de todas as forças de segurança, em nível federal, estadual e municipal, agindo juntas, em todo o território. Vamos enfrentar isso com todo o rigor.”

Organização. Colombo não detalhou se há indícios da ação de uma organização criminosa nesta que já é a quinta onda de atentados contra agentes de segurança desde 2012. O assunto é tratado com sigilo pela cúpula de Segurança Pública, mas a ligação com o PCC - em grau ainda indefinido - seria clara.

A Polícia Militar emitiu uma nota oficial para destacar que intensificou as operações policiais para o enfrentamento da criminalidade, “principalmente relacionados aos acontecimentos recentes, envolvendo membros e instalações dos órgãos de segurança”. Além disso, destacou que “ataques aos órgãos de segurança pública afrontam a sociedade catarinense, a ordem pública e a paz social”.

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