Sede do governo do Rio tem segurança reforçada; PM distribui panfleto contra vandalismo

Manifestantes querem reunir 1 milhão de pessoas em nova manifestação na cidade

Roberta Pennafort e Marcelo Gomes, O Estado de S. Paulo

20 de junho de 2013 | 13h48

RIO - O centro do Rio se prepara desde cedo para a manifestação marcada para as 17 horas desta quinta, 20, com concentração na Igreja da Candelária, e terminando, pela primeira vez, no centro administrativo da Prefeitura, na Avenida Presidente Vargas. A conquista da redução das tarifas do transporte público não arrefeceu os ânimos dos manifestantes que se expressam nas redes sociais. A Polícia Militar vai distribuir panfletos pedindo aos manifestantes que não participem de atos de vandalismo ou depredação do patrimônio

A mudança de trajeto (as duas passeatas anteriores acabaram na Cinelândia) causa preocupação, haja vista o ataque à Prefeitura de São Paulo na terça-feira à noite. Recentemente restaurado, o Palácio Guanabara, em Laranjeiras, sede do governo estadual, já amanheceu cercado de grades para evitar depredação. Isso porque a massa sairia da prefeitura para protestar lá.

No centro, lojas e agências bancárias estão se protegendo com tapumes sobre as portas de vidro e escritórios já combinaram de liberar os funcionários às 15 horas. Os manifestantes querem reunir um milhão de pessoas - contingente estimado todo carnaval para o bloco Bola Preta, que desfila na Avenida Rio Branco -, dez vezes mais do que o número de participantes na segunda-feira.

Outro ato esperado é no Maracanã, onde às 16 horas será realizado o jogo Espanha e Taiti pela Copa das Confederações. No domingo, o jogo Itália e México foi precedido de um protesto que acabou em confusão com policiais, que se excederam, atirando balas de borracha e soltando bombas de gás. O policiamento na área do Maracanã deverá ser reforçado.

Antes da marcação do protesto, a Prefeitura já havia decretado ponto facultativo na região do estádio para facilitar os deslocamentos - o que ajudará a esvaziar o centro na hora do protesto.

Panfleto. A PM distribuirá durante o protesto e divulgará nas redes sociais pabfleto pedindo que os manifestantes não se envolvam em atos de vandalismo. O texto diz:

"A Polícia Militar não reprime manifestações nem é contra a liberdade de expressão, mas tem como maior valor a proteção à vida.  Sua atuação tem a finalidade de manter um princípio básico da democracia: a convivência pacífica. O cidadão tem o direito de protestar, manifestar-se e de se expressar, mas a Polícia Militar pede que, no ato de se manifestar, evite aderir a movimentos destrutivos que nada acrescentam ao debate democrático. A Polícia Militar é formada por profissionais que têm deveres com a sociedade, como proteger a vida, combater o crime e preservar o patrimônio. Manifestar-se pacificamente não é crime, destruir deliberadamente o patrimônio sim. O patrimônio público é de todos, portanto, ele é seu também. Ajude a PM nesta missão".

 

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