Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados/Arquivo
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados/Arquivo

Em encontro com Temer, Segovia defende PF fardada e força-tarefa em Estados

Diretor da Polícia Federal se encontrou nessa segunda-feira, 29, com o presidente Michel Temer em Belo Horizonte para discutir a necessidade de união entre as forças policiais para combater criminalidade nos Estados

Leonardo Augusto, Especial para O Estado

30 Janeiro 2018 | 16h19

BELO HORIZONTE - O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, afirmou nesta terça-feira, 30, em Belo Horizonte que as organizações criminosas que atuam no País precisam de um "freio", e que discutiu o assunto na segunda-feira, 29, com o presidente da República, Michel Temer (PMDB). Na conversa foi tratada a criação de um plano que, conforme o diretor-geral, "devolva ao cidadão a paz que ele precisa".

Entre as propostas, pelo lado da corporação, conforme o diretor-geral, está a criação da Polícia Federal fardada. "Acredito que essas organizações criminosas hoje no País que tentam causar problemas em várias capitais precisam ter um freio, e esse freio precisa ser comandado por todas as forças policiais", disse.

O diretor-geral da PF disse o objetivo do plano será o de  "elaborar ações, que serão forças-tarefa em alguns Estados, para o confronto, o enfrentamento das criminalidades nacional. Isso tudo será um plano maior, para que a gente consiga devolver ao cidadão a paz que ele precisa".

+++ Após chacina em cadeia de Itapajé, presos são transferidos

Segovia não citou especificamente nenhum Estado. No último dia 27, 14 pessoas morreram em chacina ocorrida em Fortaleza, no Ceará. Dois dias depois, 10 presos foram mortos durante briga de facções na cadeia pública de Itapajé, também no Ceará. No Rio de Janeiro, 134 policiais foram mortos em confrontos com bandidos no ano passado.

O diretor-geral da PF disse que na conversa com o presidente foi discutido "o enfrentamento da criminalidade nacional". "Falei da contribuição que seria a PF fardada, que também poderá ser criada dentro da Polícia Federal para auxiliar nessas ações de combate à criminalidade transnacional no País".

Segovia disse ter citado ainda que o Brasil precisa de união. "Precisa ter força agora, neste momento em que não só a Polícia Federal é afrontada pela criminalidade nacional, como também toda a sociedade, vendo as barbaridades que estão acontecendo, em cada um dos Estados da nação, ela tem que levantar os cidadãos de bem, as instituições deste País, em defesa da nação. Acredito muito, com muita fé, que, cada um de nós, exercendo as funções públicas a que estamos destinados, a gente conseguirá no final vencer esse mal que assola a nação".

O diretor-geral da PF esteve em Belo Horizonte para a posse do novo superintendente regional da corporação no Estado, Rodrigo de Melo Teixeira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.