Segunda rebelião em cinco dias no PR chega ao fim após 30 horas

Policiais fecham acordo com os detentos rebelados e agentes presos como reféns são soltos; motim acaba sem mortes  

Julio Cesar Lima , O Estado de S. Paulo

17 de setembro de 2014 | 16h25

Curitiba - O segundo motim na Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP II), na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) em menos de cinco dias chegou ao fim no início da tarde desta quarta-feira (17), após os policiais fecharem um acordo com os presos rebelados e eles soltarem os dois agentes penitenciários que estavam como reféns.

Não houve o registro de morte, porém, um preso que pulou de um muro de uma altura de cinco metros aproximadamente precisou ser levado para um hospital por ter sofrido fraturas. O preso, segundo a polícia, alegou ter saltado do muro por se sentir ameaçado pelos líderes da rebelião.

Um grupo de 60 presos foi o responsável pela rebelião; e segundo o diretor assistente do Departamento de Execuções Penais do Paraná (Depen-PR), André Luiz Ayres Kendrick, os reféns estão bem e foram encaminhados para cuidados médicos.

O foco da rebelião ocorreu na galeria A, do bloco 3, o mesmo onde estão os presos que lideraram o mais recente motim na semana passada.

Por causa dos recentes motins, o governo do estado acionou o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) para investigar as causas das rebeliões e se há algum agente público envolvido nos motins.

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