Giuseppe Lami / AFP
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Segundo dia de cúpula no Vaticano sobre abusos de menores analisa relatórios da ONU

Cardeais pedem novos procedimentos legais para punição de autoridades religiosas envolvidas em acusações de abuso de menores e/ou acobertamento de casos

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2019 | 08h00

CIDADE DO VATICANO - O segundo dia da cúpula histórica realizada no Vaticano sobre os abusos de crianças e adolescentes por parte do clero começou nesta sexta-feira, 22, com a distribuição de relatórios das agências das Nações Unidas sobre a violência contra menores. Os cardeais presentes pediram uma nova cultura de responsabilidade na Igreja Católica para punir bispos e autoridades religiosas que falharem quanto à proteção de crianças de padres abusadores.

O cardeal americano Joseph Cupich disse que novos procedimentos legais são necessários e que especialistas devem estar envolvidos em cada etapa do processo de investigação e punição de autoridades católicas que acobertarem abusos. 

Além disso, o cardeal indiano Oswald Gracias ressaltou que bispos devem se responsabilizar e trabalhar juntos porque o problema não está confinado apenas a uma parte do mundo.

O moderador da reunião, Federico Lombardi, explicou que o papa Francisco, que estava presente, quis que os 190 líderes da Igreja Católica, entre eles 114 representantes das Conferências Episcopais de todo o mundo, tivessem para sua reflexão os documentos da ONU "Para um mundo livre de violência" e "Um rosto familiar: a violência na vida de crianças e adolescentes", da Unicef.

Na semana passada, o comitê organizador da cúpula e o papa se reuniram com a representante das Nações Unidas para violência contra menores, María Santos Pais. Nesta sexta-feira, foi lida uma mensagem dela na qual expressa sua esperança de que o material "possa servir de apoio aos esforços da Igreja para acelerar seu compromisso com relação a este tema tão importante".

A sessão começou com uma oração e a leitura de um breve testemunho de uma vítima: "Quando fui abusada por um sacerdote, a minha mãe Igreja me deixou sozinha. Quando precisava de alguém na Igreja para falar sobre meu abuso e minha solidão, todos se esconderam". / EFE e AP

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