Segundo governo Lula deve ter menos petistas, diz Marta

A coordenadora da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo, a ex-prefeita Marta Suplicy, admitiu nesta sexta-feira que um eventual segundo mandato de Lula deve ter muitas mudanças e provavelmente menos petistas e mais membros de partidos coligados em cargos do governo. "(Deve haver) muitas mudanças, uma atitude de agrupamento, de chamar todos, de fazer um governo representativo, provavelmente com menos petistas e mais partidos coligados", afirmou, antes de participar de caminhada pela reeleição de Lula, na Praça Ramos de Azevedo, no centro de São Paulo."O próprio presidente tem reiterado que aprendeu muito nesses quatro anos e que um segundo governo vai ser mais produtivo ainda do que foi o primeiro."Apesar do recrudescimento da relação entre PT e PSDB durante a campanha eleitoral, Marta considera ser possível firmar um pacto com a oposição caso Lula seja reeleito. "Acho que uma parte do PSDB, a parte do tapetão, que quer o terceiro turno e o impeachment, vai fazer uma certa pressão", afirmou, sem referir-se a nenhum tucano em especial."Mas tem uma parte do PSDB, que é mais simbolizada por Aécio Neves (governador reeleito de Minas Gerais) e José Serra (governador eleito de São Paulo), a parte que está com cargos importantes, que vai querer governar bem seus Estados. Acredito que o PSDB vai acabar pensando maior, pensando no Brasil, e vai ajudar a aprovar as reformas de que o País precisa", opinou.PrefeituraEmbora tenha dito que seu objetivo no momento é "ajudar a eleger o presidente", Marta revelou ter mais interesse na Prefeitura da capital paulista do que em um possível ministério em caso de reeleição de Lula. "Eu estaria mais interessada nas eleições da Prefeitura, em 2008", afirmou.Marta não quis dizer se será fácil enfrentar o atual prefeito, Gilberto Kassab (PFL), que deve disputar a reeleição. "Não dá para colocar a carroça na frente dos bois. Falta muito tempo", afirmou. A ex-prefeita disse, entretanto, que avalia a atual administração de São Paulo como "péssima". "Péssima, péssima, como o povo tem avaliado", criticou.Marta disse ainda que a recente declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que acusou o PT de usar táticas da propaganda nazista na campanha eleitoral, é "infeliz e lastimável". "Eu achei que foi banalizar uma coisa que é muito dolorida para a comunidade judaica. Foi muito infeliz, lastimável o comentário", considerou.

Agencia Estado,

27 de outubro de 2006 | 13h30

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