Segundo ´La Nación´, Lula foi um fracasso na política externa

O tradicional e centenário jornal portenho "La Nación" definiu neste domingo a política externa do governo do presidente Luis Inácio da Silva como um "fracasso". Segundo uma ampla análise publicada no caderno dominical "Enfoques", dedicado principalmente à análise política, "a política externa de Lula passou por dois momentos: começou como o maior de seus sucessos e acabou sendo qualificada, de forma quase unânime, como um fracasso". O "La Nación" indica que ao tomar posse, Lula tinha dois grandes objetivos: consolidar uma liderança natural na América do Sul e obter uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. "Nenhum dos dois objetivos foi alcançado".O jornal faz uma lista dos fracassos de Lula na região. "Até o presidente boliviano, Evo Morales, apadrinhado por Lula durante sua campanha, está causando dores de cabeça com seu confronto com a estatal Petrobrás. E o venezuelano Hugo Chávez já não considera Lula como seu líder, mas sim, mantém com ele uma relação de amor e recriminações".No que concerne à Argentina, afirma o "La Nación", a relação teve altos e baixos. "Atualmente atravessa bons momentos, mas passou por crises diplomáticas e comerciais profundas, geradas pelo afã de protagonismo mundial do Brasil, que acabou deixando de lado ações concretas no Mercosul". Segundo o jornal, uma frase do presidente Néstor Kirchner resume bem o caso: "se existe uma vaga na OMC, o Brasil a quer. Se existe um lugar na ONU, também o quer; se existe uma vaga na FAP, também...se até querem eleger o papa!".Além disso, o "La Nación" indica que as declarações do presidente Lula tem costumeiramente a característica da megalomania. "Em seus discursos repete que ´nunca neste país´ as coisas funcionaram tão bem".A menos de uma semana das eleições presidenciais brasileiras, os argentinos estão de olho na campanha política no país vizinho. Motivos não faltam, já que o Brasil é o maior parceiro comercial e político da Argentina. A cobertura do movimento dos candidatos é intensa, e aumenta enquanto aproxima-se o dia decisivo de ir às urnas.

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