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Seguradora Líder contesta existência de monopólio no DPVAT e diz querer manter valores de 2019

A quebra do monopólio do consórcio foi anunciada nessa sexta-feira, 27, pela Superintendência de Seguros Privados (Susep)

Denise Luna , O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2019 | 19h57

Rio - A Seguradora Líder informou nessa sexta-feira, 27, que ainda não foi notificada da redução no valor do DPVAT, seguro que cobre despesa com acidentes provocados por veículos terrestres. A empresa, que administra o DPVAT, negou também que mantenha o monopólio da cobrança da taxa, como afirmou  a titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Solange Vieira, alegando que trabalha com outras seguradoras.

"O Seguro DPVAT é operacionalizado por um consórcio de 73 seguradoras de um total de 118 em atividade no Brasil, aberto a todas as seguradoras de vida, previdência e seguros gerais que tenham interesse em participar das operações do seguro, figurando a Seguradora Líder apenas como administradora de tal consórcio", afirmou a Líder em nota.

Nesta sexta-feira, 27,  a Susep convocou coletiva para informar o corte no valor do DPVAT e a quebra do monopólio do consórcio Líder. A queda para os automóveis foi da ordem de 68% e das motos, de 86%, caindo para R$ 5,23 e R$ 12,30, respectivamente. A titular da Susep afirmou que para reduzir o valor da taxa será utilizado um excedente acumulado pelo fundo do DPVAT, no total de R$ 5,8 bilhões, que teriam sido resultado de cálculos equivocados do consórcio e atos de corrupção na ponta da cadeia (consumidor).

 "A administração do consórcio do DPVAT  (Líder) é vítima das fraudes de pessoas e quadrilhas especializadas que atuam na tentativa de obter indenizações ou vantagens ilícitas com este seguro universal", afirmou a Líder, informando que nos últimos dois os ataques de quadrilhas contra o DPVAT caíram 80%, por conta de várias ações estratégicas da administração do consórcio.

Ainda segundo nota da Líder,  "a seguradora reforça que sempre esteve aberta e disposta a construir, junto ao Ministério da Economia, Susep e Congresso, um modelo de administração do seguro de acidente de trânsito que seja sustentável, eficiente, simples, moderno e ágil, para garantir o amparo e a proteção para as milhares de vítimas de acidente de trânsito no Brasil".

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