Seguradora pode apurar falha no Metrô, diz ex-secretário

O ex-secretário de Transportes de São Paulo Jurandir Fernandes, responsável pelo Metrô de São Paulo até o dia 30 de dezembro de 2006, disse nesta terça-feira que a responsabilidade pelo acidente na obra da Estação Pinheiros, que resultou na morte de sete pessoas, deverá ser apurada também pela seguradora da obra.Em entrevista concedida à Rádio CBN de São Paulo, ele declarou que, além das investigações que estão sendo feitas pelo Ministério Público e pela própria Companhia do Metropolitano, as seguradoras responsáveis pela apólice, que somam cerca de R$ 250 milhões, têm interesse em apurar a origem da falha que provocou o acidente. Segundo Fernandes, "existe um seguro enorme nesta obra. São R$ 250 milhões. A seguradora não vai pagar um seguro desta magnitude sem apurar as causas. Elas também estão examinando".O ex-secretário contou que acompanhava a evolução das obras como um todo, mas não detalhes técnicos da construção, pois não teria condição de analisar tecnicamente os relatórios dos serviços. Segundo ele, o Metrô tem condições de acompanhar as obras, pois dispõe de 32 engenheiros e cerca de 29 técnicos para monitorar o andamento das frentes de trabalho.Fernandes afirmou ainda que o Metrô dispõe de um departamento de projetos, com cerca de 50 engenheiros e técnicos projetistas, que também acompanha o desenrolar dos trabalhos. Para ele, dizer que o Metrô não fiscaliza é um "absurdo". Ele assegurou também que o processo de licitação da obra foi internacional e cumpriu todas as fases legais.

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