Segurança de fórum federal é morto em SP

O segurança Francisco de Assis Tavares, de 42 anos, foi morto com um tiro na cabeça, no início da madrugada deste sábado, na porta do prédio da Justiça Federal da capital, localizado no número 1.682 da Avenida Paulista. A polícia investiga três hipóteses que justificariam o crime: tentativa de assalto, uma vingança contra o vigilante e um atentado promovido pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Esta última hipótese, caso confirmada, será o primeiro ataque da facção criminosa contra um prédio federal em São Paulo.De acordo com informações da polícia, por volta da 1 hora dois moradores de rua acionaram a Guarda Civil Metropolitana (GCM). A dupla disse ter ouvido barulhos nas imediações do prédio e visto duas pessoas correndo. Homens da GCM, quando chegaram ao prédio da Avenida Paulista, encontraram o segurança caído na porta do prédio da Justiça Federal com um tiro na testa. O resgate foi acionado e Tavares levado até o Hospital das Clínicas, onde morreu.Outro segurança que estava no prédio, Marcelo Marinho Gonzaga, de 29 anos, informou à polícia que fazia ronda no prédio e não ouviu o disparo. Gonzaga achou estranho os pacotes de jornais velhos ao lado da porta do prédio da Justiça Federal. Esses pacotes podem indicar que os autores do crime se disfarçaram de entregadores de jornais ? sobretudo do Diário Oficial, considerando que poderiam conhecer a rotina de trabalho no local ? para atrair os vigilantes.Tavares e Gonzaga são funcionários da Albatroz, empresa contratada para garantir a segurança do prédio. De acordo com um supervisor da empresa, o segurança morto era um excelente funcionário, que trabalhava no fórum havia seis anos e, a princípio, não tinha inimigos. Também não havia dados sobre objetos roubados do local.se sabe de casos de inimizade.?Foi execução instântanea. Bateram na porta, ele abriu e morreu?, disse um supervisor, que não se identificou. O delegado plantonista do 78º Distrito Policial (Jardins), Alfredo Jang, considera três hipóteses para o crime - um atentado, uma vingança pessoal ou até latrocínio (roubo seguido de morte). De acordo com ele, foi instaurado inquérito para investigar o crime.O ataque ocorre justamente quando se revelou o plano do Estado e da União de levar líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) para o presídio de Catanduvas. A idéia é pôr fim à era das facções, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), que comandam o crime a partir das prisões. Guardado em sigilo por razões de segurança, o plano inclui remoção dos principais líderes para presídios federais, bloqueio eficiente de celulares nos presídios, revista obrigatória de advogados, restrições a visitas, sobretudo íntimas, e mudanças na rotina do sistema, de modo a impedir a convivência intensa e formação de grupos.Até agora, os atentados da facção criminosa se concentraram em agentes penitenciários estaduais. Os ataques a policiais, um destaque nas ações de maio, provocaram uma represália maciça da polícia, algo que os líderes da facção criminosa querem evitar no momento.

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