Segurança é tema de congresso em São Paulo

O Brasil é um dos principais centros de segurança privada do mundo, e o número de vigilantes é maior do que o efetivo das Polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal. São 540 mil homens, defendendo o patrimônio de empresas e de famílias, empregados de um setor que movimenta R$ 5 bilhões por ano.Os policiais são 490 mil e muitos estão empenhados no trabalho de Corpo de Bombeiros, Polícia Florestal e fiscalização das rodovias estaduais. Desde quarta-feira, a segurança pública e privada no Brasil e na América Latina vem sendo discutida em São Paulo, no 2º Congresso de Segurança Mundial, realizado pela Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist).Autoridades de 12 países e 600 executivos brasileiros da área analisam o futuro da segurança privada, a formação e a capacitação do profissional em vigilância e a tecnologia dos sistemas integrados em segurança. Palestras abordam ainda o treinamento contra seqüestros, investigações dos crimes cibernéticos, a falsificação de produtos com espionagem industrial e a administração particular dos presídios.As empresas montaram estandes com equipamentos eletrônicos de combate à criminalidade: cabine para agências bancárias com fumaça para neutralizar bandidos, câmeras para visualizar toda a residência pela internet, alarme anti-intrusão, controle de identificação de visitantes, acionamento de luminosos e sistema remoto de controle de alarmes por telefone e celular.Presidente da Fenavist, Jefferson Simões disse que um dos objetivos do congresso é o intercâmbio de informações, principalmente sobre segurança patrimonial e eletrônica. "Trouxemos autoridades de Israel, França, Estados Unidos, Canadá, China, Espanha, Suécia e outros países para sabermos o que está ocorrendo nos demais continentes."Simões explicou que, muitas vezes, empresas idôneas são questionadas pelo trabalho que realizam, por causa dos serviços clandestinos. "A pessoa deve verificar que tipo de vigilante contrata porque pode estar levando o bandido para dentro de casa e da empresa." O congresso termina nesta sexta-feira com palestras sobre integração de segurança pública e privada, visão do mercado e novas tendências e perspectivas.

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