Segurança em fóruns será reforçada, diz desembargador

O desembargador Álvaro Lazzarini, primeiro vice-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, afirmou hoje que não houve falha na segurança do Fórum João Mendes, no centro de São Paulo, onde houve a explosão de um artefato no 16º andar. Três pessoas, que circulavam pela Praça João Mendes, onde o fórum está localizado, ficaram levemente feridas ao serem atingidas por estilhaços dos vidros quebrados.Segundo Lazzarini, a segurança dos edifícios do Poder Judiciário deverá ser reforçada. Ele afirmou, no entanto, que os edifícios não deverão ter detectores de metais. Isto porque, segundo ele, iria contra a cultura do povo brasileiro. "A cultura do Brasil é contrária a esse tipo de coisa (detector de metal)" disse o desembargador.Lazzarini considerou o episódio desta tarde como uma "brincadeira de mau gosto". A polícia ainda não sabe qual o responsável pela explosão do artefato. "Todas as hipóteses serão investigadas", reiterou o primeiro vice-presidente do TJ. O desembargador afirmou também que há possibilidade de o episódio de hoje ter relação com a explosão de uma bomba do Fórum Criminal da Barra Funda, no ano passado. "Mas só poderemos ter certeza após a perícia e a conclusão das investigações", afirmou.Ele disse ainda que não há possibilidade de restringir a circulação das pessoas nos prédios do Poder Judiciário, em uma tentativa de fiscalizar melhor a segurança. "Não tem como restringir. Isso seria uma restrição à cidadania", disse ele. Em relação às críticas dos funcionários que trabalham no Fórum João Mendes e que afirmaram que no prédio apenas três das quatros escadas de incêndio puderam ser utilizadas quando o edifício teve de ser desocupado, o que levou mais de meia hora, Lazzarini afirmou que a quarta escada de emergência ainda não foi finalizada porque a licitação para o seu término está em fase de conclusão. "Obras públicas dependem de licitação ", afirmou. O edifício do Fórum João Mendes foi liberado no fim da tarde pela Polícia Militar. As atividades voltam ao normal amanhã, segundo o primeiro vice-presidente do TJ.

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