Segurança mantém dois reféns em Juizado de Curitiba

Até a meia-noite de ontem continuava o impasse nas negociações com o segurança desempregado Pedro Graciano da Silva, que mantém há mais de 9 horas dois reféns no Juizado Especial Cível e Criminal de Pequenas Causas, em Curitiba. Silva e a ex-mulher, Letícia da Cunha, de quem estava separado há dois meses, participariam de uma audiência. Ela havia registrado queixa na Polícia porque estava sendo ameaçada pelo ex-marido.Segundo informações da polícia, o rapaz mostrava-se arrependido e pedia para ser internado em uma clínica, mas não aceitava liberar os reféns, com medo de ser preso. De acordo com a polícia, que conversava com ele somente por telefone, Silva demonstrava muita instabilidade emocional. Ele chegou a dizer que não se considerava bandido, mas que tinha um "monstro" dentro dele."Fiz uma burrada", afirmou. Ele teve a garantia do juiz Jorge Vargas de que seria levado a uma clínica. O objetivo da polícia é vencê-lo pelo cansaço. Duas pessoas fazem a negociação diretamente com Pedro Graciano da Silva, um tenente da Polícia Militar e uma agente da Polícia Civil.

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