Segurança mata rapaz durante discussão em shopping de Campinas

O técnico de radiologia, Rafael Silva de Paula Moreira, de 26 anos, foi morto com um tiro no rosto disparado por um segurança do Shopping Center Iguatemi, em Campinas, interior de São Paulo, por volta das 22h30 desta quarta-feira, 18, no estacionamento do local. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Moreira estava com um grupo de amigos que começaram a chutar os cones de sinalização do shopping, no momento em que saíam do estabelecimento.Um dos seguranças, Roberto Aparecido Lopes, de 28 anos, se irritou e começou uma discussão com o grupo. Mesmo após os jovens começarem a ir embora, o segurança os seguiu e deu um tiro em Moreira, que já estava na motocicleta, saindo do local. Moreira chegou a ser socorrido ao Hospital Municipal Doutor Mário Gatti pela ambulância do próprio shopping. O corpo dele foi enterrado na tarde desta quinta-feira, 19, no Cemitério das Aléias.O segurança, que é funcionário de uma empresa terceirizada do shopping, fugiu. Quando for preso, ele vai responder a processo por homicídio doloso - quando há intenção de matar. "Se for condenado, poderá pegar de 20 a 30 anos de prisão", afirma o delegado Cláudio Alvarenga. A polícia de Campinas aguardará até esta sexta-feira, 20, a apresentação dele à Delegacia Seccional da cidade, caso contrário, será expedido mandado de prisão. "A apresentação não abrandará a pena, poderá beneficiá-lo a aguardar julgamento em liberdade", disse o delegado.Circuito internoO Shopping Iguatemi está verificando as imagens do circuito interno de TV para verificar se foi registrado o momento do crime. A empresa de segurança do shopping, Versani e Sandrani, com sede em Santo André, no ABC paulista, divulgou nota informando que vai abrir sindicância e garantiu que vai contribuir com a investigação da polícia. Segundo o comunicado, o funcionário envolvido no crime trabalha na empresa há dois anos e meio. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Federal(PF), os seguranças da empresa passaram por treinamento e são autorizados a usar arma em serviço. A PF informou que vai abrir procedimento administrativo para apurar as circunstâncias do que aconteceu e decidir se a empresa vai ter alguma punição. Matéria atualizada às 16h22

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