Jane de Araújo/Agência Senado
Jane de Araújo/Agência Senado

Segurança no Brasil está quase na UTI, diz ministro da Defesa

Na avaliação do general da reserva Joaquim Silva e Luna, questão é caso de urgência e emergência no País

Julia Lindner e Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

06 Março 2018 | 18h51

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, general da reserva Joaquim Silva e Luna, disse nesta terça-feira, 6, que a segurança pública brasileira está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A avaliação do militar foi feita durante participação em sessão de debates temáticos sobre o assunto, realizado pelo Senado Federal. Na opinião de Luna, a situação é de "urgência e emergência".

+++ ‘Militares não buscam protagonismo no governo’, diz ministro da Defesa

"O Brasil tem muitas prioridades. No entanto, na questão da segurança pública, estamos diante de um caso de urgência e emergência, praticamente uma UTI. Embora tenha havido a intervenção federal no Rio de Janeiro, isso se estende por todo o País de maneira terrível no próprio Nordeste", afirmou.

+++ Novo ministro da Defesa foi condenado no TCU por irregularidade

O general aproveitou seu discurso para defender a opção do governo federal de utilizar as Forças Armadas na intervenção feita no Estado.

+++ Ministro interino da Defesa é considerado conciliador, mas firme e pragmático

"A participação do Ministério da Defesa tem sido no sentido de garantir a lei e a ordem. Para as Forças Armadas, a garantia da lei e da ordem tem mesma prioridade que a Defesa Nacional", explicou.

O ministro ainda minimizou críticas de que as Forças Armadas não estariam preparadas para enfrentar o crime organizado em regiões periféricas. "Achar que as Forças Armadas não estão preparadas para a intervenção é um equívoco. O investimento principal não é nessa área, mas, se eu posso combater uma ameaça maior, consigo combater ameaça menor. Quem pode mais, pode menos", disse.

Por fim, Luna disse que espera que a intervenção tenha "resultado" e defendeu que as forças policiais, como Polícia Federal e Polícia Militar, precisam se entender e juntar esforços.

"Que se entregue resultado, esse é o principal entendimento, é reunir esforços, colocar essa gente, Polícia Federal, Polícia Rodoviária e Polícia Militar, para se entender, para juntar esforços", declarou. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.