Segurança pública é tema de campanha da CNBB

Material será lançado hoje, em evento na zona norte de São Paulo; parcerias tentarão mapear áreas violentas

Josmar Jozino, O Estadao de S.Paulo

07 Agosto 2008 | 00h00

Preocupada com o crescimento da violência de Norte a Sul do País, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lança hoje em São Paulo o material da Campanha da Fraternidade 2009, cujo tema é "Segurança Pública" e terá o lema "A paz é fruto da Justiça". O evento está marcado para as 15 horas, abrindo a 6ª ExpoCatólica, no Expo Center Norte, em Santana, zona norte. O autor do material é o padre José Adalberto Vanzella, secretário-executivo das campanhas da CNBB. Segundo ele, o objetivo é suscitar o debate sobre a segurança pública e contribuir para a promoção da cultura da paz nas pessoas, na família, na comunidade e na sociedade. Segundo ele, entre os objetivos específicos da campanha estão o reconhecimento da violência na realidade brasileira, sensibilizando e mobilizando a sociedade (veja box). Estão previstos encontros paroquiais, palestras e atos públicos. Integrantes da Igreja também se reunirão com representantes do Poder Judiciário e de movimentos sociais, policiais, professores e sociólogos. Ainda serão propostas parcerias para mapear as áreas mais violentas e ajudar a garantir a paz e segurança. O padre Valdeir dos Santos Goulart, diretor-executivo das Edições CNBB, adiantou que o material - 13 itens, incluindo CD e DVD - começará a ser distribuído em 12 de setembro em todas as paróquias do País. Então, terão inícios os treinamentos de equipes e cada diocese fará seu plano. O tema da Campanha, que será oficialmente aberta por mensagem do papa Bento XVI a ser lida na Quarta-feira de Cinzas, em fevereiro, foi escolhido a pedido da Pastoral Carcerária. O padre Valdir João Silveira, coordenador da Pastoral em São Paulo, disse que as metas são criar em cada comarca prisional um conselho de comunidade e estabelecer políticas sociais para engajar o egresso no mercado de trabalho. OBJETIVOS Promover a cultura da paz Ampliar ações educativas Denunciar o modelo punitivo do sistema penal Denunciar a gravidade dos crimes contra a ética, economia e gestões públicas Fortalecer e articular novas políticas públicas para engajar quem sai das prisões, por exemplo, permitindo até mesmo que possa prestar concurso público Criar em cada comarca prisional 1 conselho de comunidade

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