Seguranças podem ter participado da morte de Renné Senna

O depoimento de Creuza Ferreira Almeida, mãe da cabeleireira Adriana Almeida, viúva do ganhador da Mega Sena, Renné Senna, assassinado em janeiro, reforçou indícios de uma possível participação de ex-seguranças do milionário nas mortes de Renné e do policial militar Davi Vilhena. A informação foi dada na quarta-feira pelo delegado Roberto Cardoso. Ele ouviu por quatro horas a mãe da cabeleireira. Creuza declarou que o ex-PM Anderson da Silva Souza, acusado de ser o autor do crime, tinha ciúmes de Vilhena com o patrão. Na terça-feira, Roberto Cardoso afirmou pela primeira vez que "uma série de indícios leva a crer" que a cabeleireira Adriana Almeida "seja a mentora" do assassinato de Renné. Adriana e outros cinco acusados de participação no crime, ocorrido no dia 7 de janeiro em um bar em Rio Bonito, estão presos. O motorista Edney Gonçalves Pereira foi o último a apresentar-se à polícia - ele chegou à delegacia no início da tarde desta terça acompanhado de um advogado, e negou a acusação. Cardoso assumiu a investigação do caso há uma semana. Nesta terça-feora, ele faria o reconhecimento do local do crime. A cabeleireira, segundo a investigação, demitiu a equipe de seguranças que havia sido contratada pelo milionário e levou o ex-policial militar Anderson da Silva de Souza para chefiar o novo grupo. Souza foi acusado de ser o autor do crime em ligação ao Disque Denúncia. A mulher dele, Janaína Oliveira, professora de ginástica de Adriana, foi presa na segunda-feira. Cronologia do caso Julho de 2005: René Senna, ex-lavrador e ex-açougueiro de Rio Bonito, ganha sozinho o prêmio de R$ 52 milhões da Mega Sena Janeiro de 2006: René, então com 53 anos, se casa com a cabeleireira Adriana Almeida, de 28 anos Janeiro de 2007: Adriana paga R$ 300 mil por uma cobertura no Arraial do Cabo (RJ). No documento de compra e venda, diz não ser casada nem ter relacionamento estável 4 de janeiro: O casal briga, e Adriana deixa a fazenda de R$ 9 milhões onde morava com o marido 7 de janeiro: René Senna é morto com quatro tiros de pistola à queima-roupa no Bar do Penco 12 de janeiro: Acusada pela única filha de René, Renata, de ser a mandante do crime, Adriana depõe na delegacia de Rio Bonito. A polícia pede quebra do sigilo bancário e telefônico da ex-cabeleireira 27 de janeiro: O motorista de van Robson de Oliveira, de 27 anos, diz em depoimento de seis horas que ele e a viúva se conhecem há três anos, já namoraram, reataram em setembro e passaram o réveillon juntos em Arraial do Cabo 29 de janeiro: Adriana admite que mentiu e pede pra refazer declarações à polícia 30 de janeiro: Adriana é presa sob acusação de envolvimento no crime

Agencia Estado,

08 Fevereiro 2007 | 11h13

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