Seis pessoas continuam desaparecidas em naufrágio no rio Cuiabá

Embarcação Sami Tô a Tôa levava 22 turistas. Destes, 13 se salvaram e outros 3 foram encontrados mortos

Nelson Francisco, de O Estado de S. Paulo,

09 de março de 2008 | 18h30

Seis pessoas continuam desaparecidas no naufrágio de uma chalana no Rio Cuiabá, que aconteceu neste Domingo por volta das 4 horas da manhã. A embarcação Sami Tô a Tôa levava 22 turistas. Destes, 13 se salvaram e outros 3 foram encontrados mortos. As primeiras investigações concluíram que um dos motores da chalana explodiu. As buscas foram suspensas no início da noite por causa da forte correnteza e da escuridão no Pantanal e devem ser retomadas na manhã desta segunda-feira. Segundo o capitão do Corpo de Bombeiros, Alcides Domingues de Oliveira, as causas do acidente ainda são desconhecidas e as informações apuradas são "fragmentadas". Utilizado para passeios, o barco que saiu do Hotel Sesc Pantanal, tinha como destino trechos reservados para a prática de pesca ao longo do Rio Cuiabá. Os três corpos já resgatados ainda não foram identificados. O Corpo de Bombeiros acredita que as vítimas desaparecidas podem estar dentro do barco no fundo do rio. "Ouviu-se um barulho forte e em seguida o barco virou e afundou em menos de 30 segundos", relatou Oliveira. Em nota, o Corpo de Bombeiros solicitou às famílias das vítimas para não se aproximarem do local do acidente. "O local é de difícil acesso e o sistema de comunicação funciona precariamente", disse o capitão.  Equipes do Corpo de Bombeiros, Capitania dos Portos, e um helicóptero da Polícia Militar continuam no local para resgatar os 13 sobreviventes do naufrágio. Eles estão em fazendas da região e serão levados para as cidades mais próximas.  Sobreviventes A Capitania dos Portos calcula que os 13 sobreviventes tiveram de nadar 15 metros até a margem do Rio Cuiabá, na comunidade Moreti, no município de Poconé, a 100 quilômetros de Cuiabá. Naquele trecho do rio de água escura, a profundidade é superior a 10 metros. Duas vítimas chegaram até a Fazenda Moreti e teriam entrado em contato com familiares. A relação das vítimas não foi divulgada pelo Corpo de Bombeiros. A embarcação Sami Tô a Tôa é inscrita na Capitania dos Portos para ser usada em "esporte e recreio". Na última inspeção, feita em janeiro, o estado geral do barco e dos coletes salva-vidas era bom, segundo a Capitania. A embarcação particular segue o modelo dos barcos regionais onde os turistas optam por dormir em camarotes. O barco tinha capacidade para 50 pessoas. Amazonas Em 21 de fevereiro deste ano, 11 pessoas morreram num naufrágio no Rio Amazonas. O barco levava cerca de 110 passageiros quando bateu em outra embarcação na altura do município de Itacoatiara (AM).

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