Reprodução
Reprodução

Seis pessoas da mesma família são encontradas mortas em SC

Principal suspeita é de que o servidor Alcir Pederssetti, pai da família, tenha matado mulher, filha, sogros e cunhada e se suicidado

Tomás Petersen, Especial para O Estado

26 de fevereiro de 2015 | 15h56

Atualizada às 19h56

FLORIANÓPOLIS - Seis pessoas de uma mesma família foram encontradas mortas na manhã desta quinta-feira, 26, em Cordilheira Alta, no oeste de Santa Catarina. A principal suspeita, segundo a polícia, é que o pai da família, o funcionário público Alcir Pederssetti, de 42 anos, tenha sido o responsável pelos assassinatos e, em seguida, cometido suicídio. A Polícia Civil isolou o local e abriu inquérito para investigar o crime em conjunto com o Instituto Geral de Perícias (IGP), de Santa Catarina.

Segundo informações preliminares, nove disparos foram feitos dentro da casa da família entre 4 horas e 5 horas. A suspeita é que os assassinatos tenham acontecido após uma discussão entre Pederssetti e a mulher, Mônica Moresco Pederssetti, de 33 anos. Eles estavam em processo de divórcio. O homem era funcionário da Secretaria de Agricultura do município havia dez anos e a mulher era dona de uma loja de roupas na cidade. 


Os seis corpos foram encontrados pela empregada doméstica que trabalhava na casa, por volta das 7h30 desta quinta. Espalhados por diversos cômodos, todos tinham marcas de tiros na cabeça. Um revólver calibre 38 - registrado no nome de Pederssetti - e um carregador foram encontrados ao lado do corpo do suspeito.

Além do pai e da mulher, as demais vítimas foram identificadas como Antônio Moresco, de 68 anos, sogro de Pederssetti; Luzia Moresco, de 65, sogra; Lucimar Aparecida Moresco, de 36, cunhada; e Lana Eduarda Moresco Pederssetti, de 16, filha do suspeito.

Assim que chegou ao local do crime, a Polícia Militar isolou a região até a chegada dos técnicos do Instituto Geral de Perícias, que terminaram de retirar os corpos no fim da manhã desta quinta. “Ainda é cedo para culpar o pai da família, embora não tenhamos encontrado nenhum indício de arrombamento ou furto. Temos de aguardar o trabalho da perícia”, afirmou o sargento da PM Ângelo Martins, que atendeu à ocorrência.

Tranquilo. O crime abalou a cidade de 4,1 mil moradores. Muitos passaram parte do dia na frente da residência da família para ter notícias do caso. Segundo informações de vizinhos, o funcionário público “era tranquilo”, se relacionava bem com todos e nunca havia demonstrado agressividade. No entanto, a empregada da casa, que estava muito abalada, chegou a dizer a repórteres que o patrão “bebia um pouco”.

Ao saber do crime, o prefeito de Cordilheira Alta, Alceu Mazzioni, declarou luto oficial de três dias na cidade. A Polícia Civil assumiu o caso e ainda não se pronunciou sobre o andamento das investigações. / COLABOROU JUNIOR SPINDOLA, ESPECIAL PARA O ESTADO 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.