Alexandre Brum/Agência O Dia
Alexandre Brum/Agência O Dia

Seis vítimas de ataque a ônibus no Rio seguem internadas

Treze ficaram feridos em atentado na Cidade de Deus; mulher de 21 anos teve 48% do corpo queimado

Pedro Dantas, O Estado de S. Paulo

03 de março de 2010 | 16h03

Seis das 13 pessoas feridas no ataque ao ônibus na Cidade de Deus permanecem internadas. O caso mais grave é o de Laís Melo Rodrigues, de 21 anos. Ela está com 48% do corpo queimado e segue internada no Hospital Souza Aguiar. As queimaduras atingiram o tórax e as mãos da vítima. Na mesma unidade, Paula Núbia Rodrigues, de 23, também está internada em estado grave com 25% do corpo queimado. Ela teve a face, as mãos, o tórax e o pescoço atingidos pelas queimaduras.

 

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No Hospital Cardiotrauma, em Ipanema (zona sul da cidade), a estudante de direito Ana Sheila Souza, de 21 anos, está internada no Centro de Terapia Intensiva com 40% do corpo queimado. As lesões de 3º grau são na face e no tórax da vítima. Ela está lúcida e reage bem, mas ainda não há previsão de alta.

 

No Hospital do Andaraí, Antônio Carlos de Godoy, de 58 anos, também está em estado grave com 25% do corpo queimado. Ele teve 26,5% do corpo queimado. As lesões de 2º grau estão espalhadas por todo o corpo da vítima. Apesar de estar lúcido e estável, ele ainda não tem previsão de alta.

 

No Hospital da Polícia Militar, no Estácio (zona norte), Cristiane da Silva Maciel, de 26, permanece internada em estado estável e já foi transferida para o quarto. Com 27% do corpo queimado, Nara Martins também segue internada no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca (zona oeste), com queimaduras nos braços, mãos e pés. O estado dela é estável.

 

A menor de 15 anos e um homem de 28 anos detidos após o ataque já foram liberados. A Polícia Civil ainda não tem pistas sobre os autores do atentado. De acordo com o delegado da 32ª Delegacia de Polícia, João Luiz Garcia de Almeida e Costa, a ação foi organizada por pessoas ligadas a traficantes da Cidade de Deus. A favela encontra-se ocupada pela Unidade de Polícia Pacificadora desde fevereiro de 2009.

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