Sem acordo, aeroviários voltam a ameaçar greve no fim do ano

Categoria pede reajuste de 10% e empresas oferecem 7,2%; rodada de negociações está marcada para dia 12

Mônica Cardoso, de O Estado de S. Paulo,

09 de dezembro de 2008 | 17h38

Funcionários do setor aéreo e as empresas não entraram em um acordo sobre o pedido de aumento salarial e a categoria pode entrar em greve até o fim do ano. Nesta terça-feira, 9, representantes do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) se reuniram com o líderes do Sindicato Nacional dos Aeroviários, no Rio de Janeiro. A categoria pede 13% de reposição salarial e a contraproposta do Snea foi de 5%, que não foi aceita pelos funcionários. Em uma nova rodada de negociações, a categoria pediu o mínimo de 10% de aumento e receberam a contraproposta de 7,2%. Mesmo assim, as duas partes não entraram em acordo e uma nova reunião será feita no dia 12, a próxima sexta-feira. Para o dia 16 de dezembro, está marcada uma nova assembléia da categoria. Greve no Natal O presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Fernando Galdino da Silva, confirma que há sim a possibilidade de uma "flexibilização" por parte dos trabalhadores, mas que isso vai depender da "boa-vontade dos empregadores". "Podemos negociar um aumento menor que 10%, mas isso só irá ocorrer mediante um avanço em outros ítens, como, por exemplo, o aumento dos pisos salariais de algumas funções e a concessão de cestas básicas para os aeronautas", declarou Silva, não descartando a possibilidade de uma greve do dia 24 para o dia 25 próximo. "Se houver boa-vontade dos empregadores, poderemos chegar a um acordo satisfatório. Caso contrário, a categoria já aprovou o indicativo de greve e há sim predisposição para paralisar as atividades", concluiu o sindicalista. A presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio, diz que qualquer que seja a oferta dos empregadores, terá que ser aprovada pelos trabalhadores em assembléias.  "Eles entendem que a reposição das perdas [devido à inflação acumulada durante o último ano] e algum ganho real é o mínimo para valorizá-los profissionalmente. Também cobraremos a melhoria de outras cláusulas do acordo coletivo", afirmou. Após recusarem a proposta anteriormente apresentada pelas empresas - reajuste de 5% este mês e mais 1,66% em julho de 2009 - as duas categorias aprovaram, na segunda-feira passada (1º), o indicativo de greve para o período de Natal. De lá para cá, os sindicatos dos trabalhadores começaram a distribuir nos principais aeroportos do país um documento alertando os usuários de transporte aéreo sobre a possibilidade de paralisação. (Com informações da Agência Brasil)

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