Sem acordo, greve de ônibus no Recife entra no terceiro dia

Reunião no TRT terminou sem conciliação na noite desta terça-feira, 29. Às 17h desta quarta-feira, 30, será julgado o dissídio coletivo

Angela Lacerda, O Estado de S. Paulo

30 de julho de 2014 | 07h42

RECIFE - A população do Grande Recife que depende de transporte público - mais de dois milhões de pessoas - continua enfrentando nesta quarta-feira, 30, atrasos, superlotação e demora nas paradas e terminais de ônibus no terceiro dia de greve de motoristas, cobradores e fiscais. A reunião de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) realizada durante seis horas, na tarde e noite desta terça-feira, 29, não teve sucesso. Às 17h desta quarta-feira, será julgado o dissídio coletivo da categoria.

Os trabalhadores querem 10% de aumento salarial e R$ 320,00 de vale-alimentação, atualmente de R$ 171,00. Os empregadores oferecem 5% de aumento linear para salários e vale-alimentação. Na negociação desta terça-feira, propuseram 6,6% (índice de inflação), o que foi rejeitado.

A paralisação foi anunciada na semana passada e uma liminar concedida pelo TRT - a pedido dos empregadores - determinou que 100% da frota circulasse nos horários de pico, sob pena de pagamento de multa de R$ 100 mil. No primeiro dia de paralisação, houve depredação de quatro ônibus - um deles queimado por passageiros revoltados - e dezenas tiveram pneus furados. No segundo dia, não houve depredações.
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