Sem acordo, greve em São Paulo será julgada às 17h

A segunda audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no início da tarde de hoje, não conseguiu fechar um acordo entre Prefeitura, empresários e Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo que possibilitasse o fim da greve que já dura dois dias e atinge cerca de 3,5 milhões de pessoas na capital paulista. Sem acordo, o TRT julgará o mérito da greve a partir das 17h de hoje. O impasse corre porque o sindicato da categoria quer que a prefeitura garanta, pelo menos, o emprego de 50% dos 10,8 mil funcionários ameaçados pelo fechamento de nove empresas do setor. Os empresários alegam que não querem pagar por algo que não é de sua responsabilidade e a prefeitura quer que esses empresários assumam o novo sistema de transporte, absorvendo os trabalhadores e os custos das novas contratações. Ontem, o TRT havia determinado que 70% da frota de ônibus da capital voltasse ao trabalho. A decisão do Tribunal não foi atendida. A multa prevista pelo não cumprimento judicial é de R$ 200 mil por dia, que deverá ser paga pelos sindicatos dos condutores e o dos empresários.

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