Sem Aécio, debate em Minas vira entrevista com Nilmário

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), candidato à reeleição, não compareceu ao debate da TV Globo, na noite de terça-feira (26), que se transformou numa entrevista com o petista Nilmário Miranda. Apenas os dois candidatos foram convidados para o debate. Aécio, que lidera com folga a corrida estadual e, de acordo com as pesquisas, deverá ser reeleito no primeiro turno, alegou que se ausentou devido aos ataques do candidato do PT durante a campanha. Sozinho no estúdio da emissora, Nilmário aproveitou para reafirmar seu principal mote de campanha, a de que sua eleição representa um "novo projeto", voltado para a "inclusão social". Nilmário reiterou propostas como a implementação de um salário mínimo regional de R$ 400 e a elevação do piso dos servidores da educação para dois salários mínimos. "Tem dinheiro, a questão é o que priorizar", disse, acusando o governo Aécio Neves de reduzir os gastos com a educação. Na área da segurança pública, o candidato do PT prometeu, caso seja eleito, criar um fundo estadual. Mas salientou que é necessário também investir na prevenção, como na construção de escolas. Ele procurou vincular sua eventual gestão com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lembrando que ocupou o cargo de secretário Especial dos Direitos Humanos. E disse que pretende trazer para o Estado a "sensibilidade social" do governo Lula, no qual "os pobres existiram como sujeitos". Com a ausência de Aécio, a entrevista durou apenas 30 minutos. Nilmário, ao final, lamentou a ausência do governador e classificou como "desculpa" sua justificativa. "Não houve ataques pessoais e jamais fiz na campanha também". O candidato petista afirmou ainda que Aécio não foi ao debate para não ter de responder às suas perguntas. "Por que os salários estão tão baixos? Por que está falhando a segurança? Por que não têm 12% na saúde? Ia ser um debate normal", disse. Durante a entrevista, pelas regras, Nilmário tinha o direito de dirigir questionamentos ao candidato ausente, mas não o fez.

Agencia Estado,

27 de setembro de 2006 | 00h24

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