Sem aumento de salários, lixeiros de Bauru entram em greve

A partir da meia-noite de segunda-feira, os coletores de lixo de Bauru estarão em greve. Não houve acordo entre a classe e a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (EMDURB) quanto ao reajuste de salários. Os coletores querem 6,21% e a empresa oferece 3,12%. Ficou estabelecido em reunião com o Ministério Público do Trabalho que 50% dos trabalhadores contiuarão ativos para atender aos hospitais e outros pontos de coleta especial. Mesmo antes da greve, a coleta de lixo em Bauru é precária. Existem bairros onde o lixo não é removido há mais de uma semana. O motivo é o grande número de caminhões coletores quebrados. Desde janeiro de 2005 quando, quinze dias após a posse, o prefeito Tuga Angerami (sem partido) tentou privativar a coleta e não o fez por reações da comunidade, o serviço vem apresentando deficiências. Na semana passada o Ministério Público Estadual abriu investigação para apurar os problemas do setor. Em São Paulo, os funcionários de coleta de lixo e de varrição iniciaram na sexta-feira, 13, uma greve sem prazo para terminar. Os 336 caminhões de coleta dos Consórcios EcoUrbis e Loga, que prestam serviços em São Paulo, foram impedidos pelos trabalhadores de sair das garagens. A adesão dos 4 mil funcionários que prestam serviços de coleta foi total e os trabalhos do setor ficaram restritos à coleta de lixo hospitalar, postos de saúde, clínicas e farmácias, que representam cerca de 5% do volume de 11 mil toneladas coletadas diariamente. (Colaborou Bruno Paes Manso )

Agencia Estado,

14 Abril 2007 | 13h44

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