Sem aviões, Congonhas vive dia de rodoviária

Enquanto faltavam aviões no pátio de Congonhas, o vai-e-vem de ônibus na área de desembarque era intenso. Com as restrições de pousos, pelo menos 71 vôos que deveriam descer na capital paulista foram desviados para o Aeroporto Internacional de Guarulhos. Neste caso, as companhias têm de oferecer o transporte. Um grupo que 60 adolescente que chegaram ontem da Disney fez duas vezes a viagem entre Guarulhos e Congonhas. Segundo a estudante Ingrid Oliveira Caixeta, eles chegaram ao Brasil às 11 horas, em Guarulhos, e tinham uma conexão para Brasília, saindo de Congonhas, às 14 horas. Ao chegar ao aeroporto na capital, souberam do cancelamento do vôo. "A companhia falou para voltarmos para Guarulhos e embarcar em um vôo às 19h40. Mas não deu certeza que conseguiríamos." A viagem de volta a Guarulhos ocorreu às 17 horas. Outro grupo de 33 estudantes que também voltou da Disney ontem tomou outra atitude. Em dúvida se conseguiriam remarcar para hoje a vôo para Curitiba, decidiram ir de ônibus mesmo. "É mais garantido, estamos cansados", disse a agente de viagens Iria Rocha. O marido dela, Geraldo Rocha, fretou um ônibus, que sairia de São Paulo às 15h30. "Devemos chegar lá no finzinho da noite", calculou o marido. A agência pagou R$ 2,5 mil pelo ônibus. "Vamos ficar com esse trecho em aberto (das passagens) para usar em outra oportunidade." Perto das 16 horas, havia dez ônibus no desembarque de Congonhas. "Tem um ditado que diz que um dia a conta vem. Foi o que aconteceu com o governo", disse Jorge Eduardo Leal de Medeiros, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Para o docente da área de infra-estrutura de aeroportos e transporte aéreo, o governo não deu a atenção necessária ao setor. 33 estudantes que voltaram da Disney seguiram para Curitiba de ônibus, evitando pegar um vôo em Congonhas

Camilla Rigi, O Estadao de S.Paulo

07 Julho 2025 | 00h00

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