Sem bomba, piscinão de Guainases resiste à chuva

O maior piscinão da capital, o de Pedreira, na região de Guaianases, zona leste, enfrentou o temporal de ontem sem as suas bombas de sucção, equipamentos que servem para retirar a água do reservatório. O contrato de aluguel das bombas venceu em maio. A instalação de novos equipamentos está em fase final de licitação, segundo a Prefeitura.

Daniel Gonzales, O Estadao de S.Paulo

09 de setembro de 2009 | 00h00

Por sorte, dizem os vizinhos, o piscinão não chegou ao limite. Com capacidade de armazenamento de até 1,5 milhão de metros cúbicos de água (o segundo maior reservatório, o piscinão Jabaquara, comporta 320 mil m³), o piscinão foi inaugurado em 2003 pela então prefeita Marta Suplicy (PT) e nunca transbordou.

Segundo Maria Luiza de Oliveira Assoni, moradora da região, no entanto, as pessoas ficaram assustadas. "Algumas casas nas proximidades do CEU Jambeiro, perto daqui, acabaram enchendo de água, o que não ocorria há alguns anos", afirmou. Segundo ela, a Subprefeitura de Guaianases informou aos moradores que o piscinão ficaria sem as bombas durante essa época do ano, em que a probabilidade de chuvas é menor.

De acordo com a Secretaria Municipal de Subprefeituras, a intenção era instalar as bombas em outubro, "quando começa a época das chuvas". A pasta confirmou que o piscinão ainda ficou com folga no armazenamento. As enchentes na região teriam sido provocadas pelo Córrego Itaquera, que não é atendido pelo piscinão.

O deputado estadual Adriano Diogo (PT), um dos idealizadores do piscinão, avaliou que, sem as bombas, "a população fica à mercê das enchentes do passado."

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