Sem briga, PMDB confirma Temer para vaga de vice

  Numa convenção sem as brigas de outros tempos, o PMDB confirmou ontem o nome do deputado Michel Temer (SP) como vice na chapa presidencial da petista Dilma Rousseff. A aliança entre PT e PMDB foi oficializada com 560 votos favoráveis, enquanto 95 peemedebistas defenderam a candidatura própria do ex-governador do Paraná Roberto Requião à sucessão do presidente Lula.

RENATO ANDRADE, EUGÊNIA LOPES, ANA PAULA SCINOCCA, ADRIANA CARRANCA e ROBERTO ALMEIDA, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2010 | 00h00

Dilma subiu ao palco para comemorar a aliança. Fez questão de lembrar que o PMDB é o maior partido do País, um dos artífices da luta pela democracia e que será essencial para sua vitória nas urnas em outubro. "Os dois maiores partidos do coração e da aprovação do nosso povo se unem hoje para uma grande frente pelo Brasil", disse.

Temer prometeu que o partido terá papel fundamental na aliança e tentou eliminar a pecha de fisiologismo do partido. "O PMDB está chegando antes, não está chegando depois. Vamos fazer uma coalizão política eleitoral programática", disse.

O presidente do Senado, José Sarney (AP), destacou o papel do PMDB no governo Lula. "Somos o partido que possibilitou ao presidente a tranquilidade e a estabilidade no Senado e na Câmara", afirmou. "Sem o PMDB o Brasil não teria chegado, nas mãos de Lula, a um novo patamar social." Ao falar da história do PMDB, Dilma classificou Sarney como "um grande presidente".

Antes de ir ao evento do PMDB, Dilma participou, em São Paulo, da convenção do PDT, que formalizou, pela manhã, o apoio à sua candidatura. Sem citar diretamente o adversário José Serra (PSDB), a candidata petista defendeu o caráter democrático de PT e PDT. "Somos os verdadeiros democratas. Aqueles que são comprometidos com o povo somos nós", afirmou. Acrescentou que era preciso valorizar os trabalhistas, mas não falou em propostas nem fez promessas.

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