Sem empolgar, São Clemente canta a família real portuguesa

A São Clemente recebeu R$ 2 milhões da prefeitura para retratar a chegada de D. João VI ao Brasil

Clarissa Thomé, Mônica Ciarelli e Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

04 de fevereiro de 2008 | 00h14

A São Clemente tentou, mas não empolgou as arquibancadas da Marquês Sapucaí em sua volta ao Grupo Especial, com enredo sobre os 200 anos da chegada da família real Portuguesa ao Brasil. A chuva forte que atinge a cidade deu trégua no início do desfile. A escola de Botafogo abusou do dourado e de carros alegóricos gigantes, que chegaram a fazer a diretoria suar frio quando dois deles quase não conseguiram entrar na avenida. Saiba como foram os desfiles em SP no 2º diaSaiba como foram os desfiles em SP no 1º diaVeja as melhores imagens dos desfiles em SP Qual escola de samba será campeã em SP?  Qual escola de samba será campeã no Rio?  Tudo sobre as escolas do Rio e os sambas  As melhores imagens do Carnaval pelo Brasil    No meio do desfile, o próprio carnavalesco Milton Cunha admitia que o samba não tinha conquistado o público. "É uma pena, a São Clemente está muito bonita. Mas, o samba não empolgou", afirmou. Já o presidente da escola, Renato Almeida, não desanimava. "Vamos fazer um desfile de alto nível. A São Clemente vive o melhor momento de sua história em 46 anos." A São Clemente recebeu R$ 2 milhões da prefeitura para retratar a chegada de D. João VI ao Brasil. Uma das apostas da escola foi a já tradicional irreverência da comissão de frente, que trouxe a atriz Rogéria como Maria, a louca." Esse é um personagem maravilhoso. Estou me sentindo em uma Ópera, a própria Maria Callas", afirmou. Rogéria teve apenas 15 dias para treinar sua participação no posto de Maria, a Louca. Segundo ela, seus esforços deram resultado. Além da atriz mais 15 bailarinos vestidos de pajens formavam a comissão de frente.  Para retratar o enredo "O Clemente João VI no Rio: A redescoberta do Brasil", a escola de Botafogo recebeu R$ 2 milhões da Prefeitura do Rio. No início do desfile, um princípio de incêndio no carro alegórico que representava o Paraíso Tropical assustou os componentes. Segundo bombeiros, um vazamento de óleo atingiu o motor do carro, o que causou muita fumaça. Como os bombeiros chegaram rápido, a situação foi controlada e a alegoria pôde desfilar sem problemas pela Sapucaí.

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